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Cólica Renal: por que ela acontece e quando procurar atendimento?

Foto do escritor: Ramon Silva
Ramon Silva
8 de jun.
3 min de leitura

Atualizado: 9 de jun.

Cólica renal: homem com dor lombar associada a pedra nos rins, com ilustração anatômica dos rins. Imagem sobre sintomas de cálculo renal, diagnóstico por ultrassonografia e tomografia computadorizada e orientação sobre quando procurar atendimento médico.

A cólica renal é considerada uma das dores mais intensas que uma pessoa pode sentir. Ela geralmente ocorre quando uma pedra no rim ou nas vias urinárias dificulta a passagem da urina, provocando uma obstrução e aumento da pressão dentro do sistema urinário.

Embora seja uma condição relativamente comum, a cólica renal pode exigir avaliação médica rápida para aliviar a dor e evitar complicações.

O que é a cólica renal?

A cólica renal é uma dor aguda causada, na maioria das vezes, pela movimentação de um cálculo urinário (pedra nos rins) dentro do ureter, canal que liga o rim à bexiga.

Quando a pedra bloqueia parcial ou totalmente a passagem da urina, ocorre uma dilatação do sistema urinário, desencadeando dor intensa.

Estima-se que até 10% da população apresente cálculo renal em algum momento da vida.

Quais são os sintomas?

O sintoma mais característico é uma dor forte e repentina na região lombar, geralmente de um lado do corpo.

A dor pode irradiar para:

  • Abdome inferior;

  • Virilha;

  • Região genital.

Outros sintomas frequentes incluem:

  • Náuseas e vômitos;

  • Ardência para urinar;

  • Aumento da frequência urinária;

  • Sangue na urina;

  • Sensação de urgência para urinar;

  • Inquietação devido à intensidade da dor.

Diferentemente das dores musculares, a cólica renal costuma fazer o paciente mudar constantemente de posição em busca de alívio.

O que causa as pedras nos rins?

Os cálculos urinários podem se formar por diversos fatores:

Baixa ingestão de água

A desidratação é um dos principais fatores de risco.

Histórico familiar

Pessoas com familiares que tiveram pedras nos rins apresentam maior risco.

Alimentação inadequada

O excesso de sal, proteínas animais e alguns alimentos ricos em oxalato pode favorecer a formação de cálculos em pessoas predispostas.

Obesidade e síndrome metabólica

Também estão associadas ao aumento do risco de cálculos urinários.

Algumas doenças e medicamentos

Certas condições metabólicas podem aumentar a formação de pedras.

Como é feito o diagnóstico?

O diagnóstico é baseado na avaliação clínica e nos exames de imagem.

Entre os exames mais utilizados estão:

Ultrassonografia

É frequentemente utilizada como exame inicial, especialmente em gestantes e pacientes que precisam evitar radiação.

Pode identificar:

  • Dilatação das vias urinárias;

  • Pedras nos rins;

  • Algumas pedras localizadas no ureter.

Tomografia Computadorizada

Atualmente é considerada o exame mais preciso para investigação da cólica renal.

A tomografia sem contraste permite:

  • Confirmar a presença do cálculo;

  • Identificar sua localização;

  • Medir seu tamanho;

  • Avaliar o grau de obstrução urinária.

Por esse motivo, muitas vezes é o exame de escolha em casos de dor intensa ou diagnóstico duvidoso.

A tomografia sempre precisa de contraste?

Não.

Na maioria dos casos de suspeita de cálculo urinário, a investigação é realizada por meio de tomografia sem contraste, que apresenta excelente capacidade para identificar pedras nas vias urinárias.

Quando devo procurar atendimento médico?

A avaliação médica é recomendada sempre que houver suspeita de cólica renal.

O atendimento torna-se ainda mais importante quando existem:

  • Febre;

  • Calafrios;

  • Dor intensa sem melhora;

  • Vômitos persistentes;

  • Diminuição importante da urina;

  • Rim único;

  • Gravidez.

Nessas situações pode haver risco de infecção urinária associada à obstrução, uma condição que exige atenção imediata.

O cálculo sempre precisa de cirurgia?

Não.

Muitos cálculos pequenos podem ser eliminados espontaneamente através da urina.

O tratamento depende de fatores como:

  • Tamanho da pedra;

  • Localização;

  • Intensidade dos sintomas;

  • Presença ou não de infecção.

Quando necessário, existem procedimentos modernos e minimamente invasivos para remoção dos cálculos.

É possível prevenir novas crises?

Sim.

A prevenção é uma das etapas mais importantes do tratamento.

As principais medidas incluem:

  • Aumentar a ingestão de água;

  • Reduzir o consumo excessivo de sal;

  • Manter alimentação equilibrada;

  • Controlar doenças metabólicas;

  • Realizar acompanhamento médico quando indicado.

Após um episódio de cálculo renal, a investigação das possíveis causas ajuda a reduzir o risco de novas formações.

Conclusão

A cólica renal é uma condição frequente e extremamente dolorosa, geralmente causada por cálculos urinários. O diagnóstico precoce permite identificar a localização da pedra, orientar o tratamento adequado e evitar complicações.

Exames como a ultrassonografia e, principalmente, a tomografia computadorizada desempenham papel fundamental na avaliação dos pacientes com suspeita de cálculo urinário.

Se você apresenta sintomas compatíveis com cólica renal, procure avaliação médica para um diagnóstico preciso e tratamento adequado.


Referências científicas

  1. European Association of Urology (EAU). EAU Guidelines on Urolithiasis.

  2. American Urological Association (AUA). Surgical Management of Stones and Medical Management of Kidney Stones.

  3. American College of Radiology (ACR). Acute Onset Flank Pain – Suspicion of Stone Disease.

  4. Sociedade Brasileira de Urologia (SBU). Recomendações para diagnóstico e tratamento dos cálculos urinários.

 
 
 

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