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Esteatose Hepática (Gordura no Fígado): o que você precisa saber

  • Foto do escritor: Ramon Silva
    Ramon Silva
  • 27 de mai.
  • 2 min de leitura

A esteatose hepática, também chamada de “gordura no fígado”, ocorre quando há acúmulo excessivo de gordura nas células do fígado. Atualmente, ela é considerada uma doença metabólica relacionada principalmente ao excesso de peso, diabetes, sedentarismo e resistência à insulina.

Na maioria dos casos, a doença é silenciosa e pode evoluir por muitos anos sem sintomas.


Principais fatores de risco

Os fatores mais associados à esteatose hepática são:

  • Sobrepeso e obesidade

  • Gordura abdominal aumentada

  • Diabetes tipo 2

  • Colesterol e triglicerídeos elevados

  • Hipertensão arterial

  • Sedentarismo

  • Alimentação rica em ultraprocessados e açúcar

  • Resistência à insulina

Mesmo pessoas magras podem desenvolver esteatose, especialmente quando existe alteração metabólica.


Qual a importância do ultrassom?

O ultrassom abdominal é um dos principais exames para detectar gordura no fígado.

Ele é:

  • não invasivo

  • rápido

  • indolor

  • amplamente disponível

O exame consegue identificar sinais sugestivos de infiltração gordurosa hepática, muitas vezes antes do aparecimento de sintomas.

Importante:

O ultrassom é excelente para detectar a presença de gordura no fígado, mas nem sempre consegue avaliar sozinho o grau de inflamação ou fibrose hepática.

Por isso, dependendo do caso, o médico pode solicitar exames complementares, como:

  • exames laboratoriais

  • elastografia hepática (FibroScan)

  • avaliação metabólica

As diretrizes internacionais atuais recomendam uma avaliação mais completa principalmente em pacientes com diabetes, obesidade ou alterações persistentes nos exames do fígado.


A esteatose hepática tem tratamento?

Sim. Em muitos casos, a doença pode melhorar e até regredir com mudanças no estilo de vida.

As principais medidas recomendadas são:

  • Perda de peso gradual

  • Alimentação equilibrada

  • Redução do consumo de açúcar e ultraprocessados

  • Prática regular de atividade física

  • Controle do diabetes e colesterol

  • Redução do consumo de álcool

  • Acompanhamento médico regular

Pequenas perdas de peso já podem trazer melhora significativa do fígado.


Quando investigar?

É importante realizar avaliação médica principalmente se houver:

  • gordura no fígado no ultrassom

  • diabetes

  • obesidade

  • exames do fígado alterados

  • histórico familiar de doença hepática

  • aumento da circunferência abdominal

O diagnóstico precoce ajuda a prevenir complicações futuras e permite tratamento mais eficaz.


Referência científica

Baseado nas diretrizes internacionais:“EASL–EASD–EASO Clinical Practice Guidelines on the Management of MASLD (2024)” – European Association for the Study of the Liver, European Association for the Study of Diabetes e European Association for the Study of Obesity.

 
 
 

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